Time inglês é o primeiro a ser desmantelado pela pandemia

No dia 29 de abril o clube inglês AFC Fylde decidiu suspender o contrato de todas as jogadoras do time de futebol feminino, encerrando assim sua equipe, ativa desde 2016. Com isso, o Fylde é o primeiro clube do mundo a acabar com seu time feminino em razão da crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Em uma série de vídeos no site do clube, o presidente David Haythornthwaite explicou que no futuro deseja retornar com a equipe feminina, mas que, neste momento, os custos se tornaram economicamente inviáveis.

“Meu objetivo era construir a marca do Fylde. Desde o primeiro dia eu não quis que o time feminino fosse tratado de forma diferente ao dos homens. A maioria dos times da nossa divisão não jogam no mesmo campo do time masculino. Mas metade dos nossos jogos em casa foram no Mill Farm (estádio principal do clube)”, disse o presidente

“Mas todos que disseram que ajudariam, sumiram e tudo ficou mais difícil. Os patrocinadores sumiram e eu tive que arcar com todos os custos”, explicou Haythornthwaite 

Ele explicou que o principal motivo para que o time feminino tenha se tornado insustentável foi a falta de público.

“Nós somos o único evento da cidade do domingo à tarde. Os outros clubes próximos não têm times femininos e nós estamos jogando de igual para igual contra equipes como Sunderland, Derby e Nottingham Forest. A gente cobra bem pouco pelos ingressos, e se você é sócio entra de graça, mas mesmo assim quando conseguimos 100 espectadores a maioria é família e amigos das atletas”, afirma o presidente.

O time disputava a FA Women’s National League Northern Premier Division, a terceira divisão do campeonato. A temporada 2019-20 foi suspensa pela federação no fim de março, quando a equipe do Fylde ocupava a nona posição da tabela.

A Inglaterra é hoje o país da Europa com maior número de mortes pela COVID-19 com mais de 30 mil óbitos registrados. O campeonato inglês masculino também foi suspenso e ainda não há previsão de retorno.


*Esta reportagem foi por Cecília Quevedo e revisada por Danielle Mugarte. As reproduções deste conteúdo devem indicar que a produção é da Agência Maria Boleira e mencionar os nomes da autora e revisora. 

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