Nana Andrade: artilheira do Campeonato Brasileiro Feminino é destaque desta temporada na competição

Nana Andrade, que estreou no ataque das Gurias Coloradas em 2019, é um dos destaques do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Natural do Paraná, a jovem de 22 anos já marcou 6 gols em 6 partidas vestindo a camiseta colorada, se igualando a Raíza, do Flamengo.

O time gaúcho chegou aos 15 pontos na competição ao vencer em casa o time do Sport Recife. Na partida Nana fez duas assistência e marcou um, sendo decisiva na vitória colorada.

A equipe da Maria Boleira entrevistou a craque Nana Andrade para saber um pouco mais sobre sua trajetória e expectativas para temporada. Vem junto!

Equipe Maria Boleira: Nana pode nos contar, resumidamente, a tua trajetória no esporte. Quando surgiu o interesse em jogar futebol?

Nana Andrade: Desde pequena eu sempre gostei de futebol, sempre tava envolvida com os meninos, brincando, jogando. Era até meio engraçado porque às vezes minha mãe e meus familiares me davam boneca e eu sempre arrancava a cabeça da boneca para eu jogar bola. E depois que eu comecei a pegar uma certa idade eu queria jogar futebol com os meninos na escola, na rua, em todos os lugares. E depois disso virou a minha paixão, minha vida e até hoje graças a Deus, estou seguindo firme e forte, buscando meus objetivos por uma coisa que eu amo fazer.

Equipe Maria Boleira: Como foi para ti vir jogar no Internacional de Porto Alegre?

Nana Andrade: Eu vim para o Inter no começo do ano de 2019 e quando o meu empresário me comentou que tinha possibilidade de vir para o Inter, eu fiquei muito feliz. Inter é um grande time. Ano passado eu assistia o Gaúcho Feminino e eu via aquela torcida e as meninas jogando e eu falava ‘deve ser uma sensação tão boa, quem dera um dia eu estivesse lá’ e hoje eu estou jogando no Inter, estou representando bem essa camisa e feliz por tá aqui. É muito emocionante e tenho certeza que aqui vou ainda ser muito feliz como estou sendo agora.

Equipe Maria Boleira: O Inter está entre os primeiros colocados da competição, junto com grandes equipes como Flamengo, Santos e Corinthians. Qual a tua expectativa para a temporada?

Nana Andrade: A expectativa é que a gente continue fazendo bons jogos para está sempre entre os ali entre os 4 melhores, no G4, brigando por posição. Temos time para isso. Nosso treinador também está sempre nos incentivando, motivando, é uma pessoa extraordinária. E tenho certeza que com o talento dele como treinador e com a nossa dedicação das atletas, a gente vai está sempre ali brigando e quem sabe buscando o título do Brasileiro

Equipe Maria Boleira: E tua expectativa pela artilharia da competição?

Nana Andrade: Eu espero que eu continue fazendo gols, ajudando a minha equipe, mas eu tenho que agradecer minhas companheiras de campo, porque tenho certeza que se não fosse elas, eu não estaria brigando pela artilharia. É consequência, eu trabalhei muito, me dedico todos os dias. Eu estou muito feliz e espero que eu continue assim evoluindo, crescendo e fazendo mais gols para que eu possa ta ajudando a equipe e brigando pela artilharia.

Equipe Maria Boleira: Apesar das dificuldades em investimentos e visibilidade para os clubes de futebol feminino de modo geral, queria saber o que você destaca de positivo no futebol feminino?

Nana Andrade: O futebol feminino vem ganhando o seu espaço, começando por transmissões de jogos que antes era quase impossível de acontecer 5 anos atrás. São poucos ainda os torcedores que vão ao estádio, que acompanham o seu time, mas acho que de em pouco em pouco a gente vai evoluindo, vai crescendo. Estão começando agora a se interessar pela modalidade e isso vai evoluindo. O que eu destaco é a união, independente das equipes, a união de todas as jogadoras vai levar o nome do futebol feminino a um patamar muito grande, sem clubismo. E no futebol feminino a rivalidade fica só dentro das quatro linhas, do lado de fora os objetivos é um só: levar a nossa modalidade que é o futebol feminino para que o ele venha crescer e evoluir cada dia.

Equipe Maria Boleira: O futebol ainda tem muitas barreiras para derrubar quando o assunto é preconceito. Tem diversos relatos de algumas atletas que já sofreram algum tipo de preconceito, seja de gênero ou de raça. E você, Nana, já enfrentou algum tipo de preconceito no futebol?

Nana Andrade: Quando eu era mais nova e ficava no meio dos meninos na escola eu ouvia ‘você é menina, não pode jogar’ e os moleques me chamavam de Maria João, de sapatão, esses tipos de coisas. Mas eu tive cabeça, tive consciência do que eu queria e não deixei isso me abalar. Isso ainda acontece, infelizmente, mas a gente tem que erguer a cabeça, não se abalar, ficar sempre centrada naquilo que a gente quer. Todo lugar vai ter alguém te apontando, querendo te derrubar, seja com preconceito ou com qualquer outra coisa. Mas não é por isso que devemos ficar de cabeça baixa, temos que focar e buscar nossos objetivos.

Compartilhe:

Compartilhar em facebook
Facebook
Compartilhar em twitter
Twitter
Compartilhar em whatsapp
WhatsApp
Deixe uma resposta

Veja também

Posts Relacionados

Cheias de bandeiras

A história do futebol tem uma grande reviravolta desde a sua entrada nas casas brasileiras pelos rádios. A sensação de…