Mesa redonda sobre Futsal feminino discute possível crescimento para a modalidade

Profissionais da área esportiva participaram de uma mesa redonda na última quinta (25), para discutir o cenário do futsal feminino no Brasil e suas perspectivas para o futuro. O evento, organizado pela Futsal Connect, ocorreu no auditório do CRA (Conselho Regional de Administração) do Rio de Janeiro e reuniu cerca de 40 pessoas, entre convidados e plateia.

Algumas personalidades importantes do futsal estiveram presentes como o comentarista do SporTV, Marcelo Rodrigues, e o membro da Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do RJ, Leonardo Antunes.

Marcelo foi responsável pela primeira transmissão ao vivo da categoria. Para ele, o caminho é começar com campeonatos menores para chamar atenção dos patrocinadores e, a partir disso, organizar as competições.“Com certeza o futsal feminino vai crescer e vamos ter outras transmissões. Ainda falta estrutura em outros centros. Mas, no entanto, temos excelentes equipes”, afirma.

Leonardo Antunes completa: “é preciso ter uma pressão em cima de órgãos maiores, como FIFA, CBF e de pessoas que praticam e acreditam no esporte. Com isso, as federações podem, de fato, terem uma posição. Caso contrário, um colapso pode ocorrer no futsal feminino daqui a algum tempo”.

Participação de atletas

Além dessas personalidades importantes, estiveram presentes também no evento, Neide Oliveira, que passou pelo Racing Club — ARG; Carla Índia, embaixadora do Guerreiras Project e preparadora física do Cetraf; Fernanda Clara que atuou no Atlético de Madrid (Espanha); Letícia Correia, atleta de futsal do Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam) e da Selerio. Ambas mostraram a realidade de quem usa chuteiras nas quadras.

Diante de uma plateia majoritariamente feminina, Letícia contou as dificuldades que enfrentou nesses 20 anos de carreira. Ela começou a jogar ainda criança, aos 7 anos em time misto e, somente aos 15, conseguiu treinar em uma equipe feminina.

Para a jogadora, as atléticas são fundamentais para o crescimento da categoria. “Infelizmente os clubes não investem no futsal feminino, mas graças às atléticas isso pode mudar”, afirma.

Um exemplo disso é a estudante de jornalismo Clara, 21 anos. Seu primeiro contato com o esporte aconteceu aos 15, quando jogava por lazer e descobriu uma grande paixão. Hoje ela joga na Atlética de Comunicação Social da UERJ.

Confira a entrevista com Marcelo Rodrigues:


Eva Oliveira I Edição e Revisão: Danielle Mugarte e Gabriela Andrade

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