No mês de maio comemora-se o Dia das Mães e a indagação que fica é: a paixão pelo futebol é um amor passado de pai para filho? Será? Mulheres estão empenhadas em mudar esse histórico. Futebol é de mãe para filha e filho, sim! Elas foram incentivadas, quando eram mais novas, à paixão pelo futebol e hoje passam esse amor para frente.

Bruna Mourão, 25 anos, torcedora do Bahia e integrante da organizada Bamor é uma delas. Mãe de três, Bruna é frequentadora assídua e quando era mais nova seu pai a levava aos estádios. O mesmo aconteceu com Natali Correia, 25 anos, torcedora Do Sport Club do Recife e integrante da Torcida Alcoolizada Leões Beer. Incentivada pelo pai e pelo tio, hoje ela passa a paixão para Lorena Beatriz, 5 anos, e ao Matheus, de 2.

O filho de Geise Macedo, 31 anos, ainda está a caminho.A torcedora do Remo conta o que espera passar para o seu primogênito desde cedo. “Ele vai observar a minha luta enquanto mãe solo e mulher que frequenta a arquibancada, pretendo ajudá-lo a refletir o quanto é importante o respeito com os demais torcedores, com a torcida rival e principalmente em relação às mulheres. É fundamental que ele veja desde cedo que o lugar da mulher é onde ela queira estar”, explica.

Se Geise ainda aguarda a chegada de seu filho, Naiana Rodrigues, 33 anos, torcedora do Ceará, já está passos à frente. Ela engravidou com 16 e, desde 2012, tem uma companhia importante nas arquibancadas. Sua filha, Lívia Taiane,15 anos, é tão fanática quanto a mãe. Segundo a Naiana ela se sente bem com a presença de Lívia, mas nem tudo são flores. Juntas já passaram por momentos de tensão.“Uma equipe de PMs da cavalaria começou agredir alguns torcedores que vinha chegando fazendo a festa e jogaram spray de pimenta e pegou em nós duas. O rosto dela ficou avermelhado e ela também ficou sem ar com os olhos ardendo. Isso isso aconteceu quando ela tinha 10 anos”, conta.

Quais as queixas?

Torcedoras relatam insegurança nos estádios, falta de preparo dos responsáveis pela segurança e ausência de estrutura adequada para crianças e mulheres grávidas. Geise ressaltou que as rampas muito inclinadas e os banheiros distantes são um dos principais prejuízos para as torcedoras grávidas.

Yasmin Micaela, 25 anos, torcedora do Sport e integrante do Movimento Elas e o Sport, e Luana Santos, 26 , contam suas experiências como mães e torcedoras, confira o áudio.


Por Jaqueliny Botelho, Maria Fernanda Schwartsman e Maria Fernanda Hohlenwerger Edição: Gabriela Andrade

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