Ludmila Silva: atacante da seleção ganha prêmio de melhor jogadora iberoamericana

Atacante da Seleção Brasileira que está sob o comando da técnica Pia Sundhage e do Atlético de Madrid (Espanha), Ludmila Silva, 25,  foi eleita pelo jornal espanhol Marca como a melhor jogadora iberoamericana e uma das que mais se destacou no Campeonato Espanhol da temporada 2018/2019. São consideradas iberoamericanas as atletas naturais de países em que a língua predominante é o português ou o espanhol.  

Definida pelo jornal Marca como ícone vermelho e branco e objeto de desejo dos melhores clubes da Europa, Ludmila não esquece da raiz. Fã de música brasileira e atuante na capoeira, a curinga do time atleticano tem destaque pela forma como trabalha com a bola e também pela velocidade e força física necessárias para a modalidade. Na temporada passada, na qual foi premiada, a atacante fez 18 gols em 28 jogos. 

Nesta temporada (2019/2020), a camisa 8 do clube atleticano jogou 26 partidas e fez 10 gols. Ao todo, são mais de 150 jogos pelo clube. A atacante conversou com a Agência Maria Boleira sobre o prêmio, a nova rotina durante a pandemia, sonhos e ídolos no futebol. 

M.B: Como está sendo sua rotina de treinos em meio a pandemia do Coronavírus? 

Ludmila: Em casa e com treino definido pelo preparador físico. Não estou fazendo muitos exercícios, mas pelo menos tento manter o que consigo. Às vezes vou ao mercado. Por conta do Covid-19 estou de quarentena, então minha rotina está sofrendo algumas mudanças nesse período.

*Ludmila compartilhou para os seguidores do Instagram um vídeo de treino em casa em 21 de março.

M.B: Após tantas conquistas, como a Libertadores em 2014, qual sua meta/sonho na carreira?

Ludmila: Meu objetivo é chegar numa final da Champions, ganhar a Copa Reina, a Supercopa da Espanha e as Olimpíadas pela seleção brasileira. Além disso, quero ser artilheira da La Liga e em algum campeonato pela seleção.

M.B: Com mais de 150 jogos, qual foi o mais especial para você como atacante do Atlético de Madrid? 

Ludmila: O jogo mais especial foi contra o Barcelona na semifinal da Copa da Rainha que tive oportunidade de marcar dois gols. 

*Este jogo aconteceu em 2019 e garantiu a equipe atleticana na quarta final consecutiva do torneio. O time eliminou da decisão o Barcelona, atual campeão na ocasião.

M.B: Como campeã de atletismo, quando foi que você se encontrou no futebol? Como aconteceu essa transição de modalidade esportiva?

Ludmila: O atletismo me ajudou muito. A minha mudança para o futebol ocorreu quando fui fazer meu primeiro teste no Juventus com 15/16 anos. Em seguida participei dos jogos no campeonato Paulista, regionais e jogos abertos.

M.B: Qual sua inspiração no esporte?

Ludmila: Marta, Cristiane e Formiga.

M.B: Qual a sensação de aos 25 anos estar jogando em um clube da primeira divisão europeia, com dois campeonatos espanhóis e ainda recebendo o prêmio de melhor jogadora iberoamericana com contrato assinado até 2023 no Atlético de Madrid? 

Ludmila: É o sonho de todas as meninas que jogam futebol. Atuar em um clube grande como o Atlético de Madrid faz eu me sentir muito feliz. Sobre o prêmio, fico contente porque meu trabalho está sendo reconhecido. Com o contrato até 2023, tenho muitos campeonatos, conquistas e objetivos para serem cumpridos.

M.B: Como você se vê sendo exemplo para as próximas gerações, fazendo história com tantas conquistas,  sendo ainda jovem e uma das jogadoras mais renomadas em um período de revolução no futebol feminino?

Ludmila: É até estranho falar em ser exemplo porque, até então, eu me espelhava na Marta, na Formiga e na Cristiane e agora sou o exemplo das próximas gerações. Minha projeção para o futuro é crescer e chegar o mais alto que eu puder. Tenho sonhos e espero conseguir realizar todos. A carreira como jogadora de futebol feminino não é fácil. Temos que abdicar várias situações, mas com muita força e garra estou conseguindo seguir meu caminho.


*Esta reportagem foi por Clara Maria Lino e revisada por Gabriela Andrade. As reproduções deste conteúdo devem indicar que a produção é da Agência Maria Boleira e mencionar os nomes da autora e revisora. 

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