Giovanna Crivelari: sonho em Tóquio e paralisação no futebol

Atual campeã da Libertadores da América, do Paulistão e vice no Brasileirão pelo Corinthians, a meio-campista Giovanna Crivelari, de 27 anos, é um dos destaques do elenco corintiano. Considerada peça essencial na conquista do título sul-americano, ela foi responsável pelo primeiro gol nas quartas, por duas assistências na semi e pelo primeiro gol da final que levou a vitória por 2 x 0 sobre a Ferroviária, em Quito, no Equador.

Foco, determinação e concentração foram a peça-chave para atingir o tão sonhado bicampeonato. Durante a edição de 2019 o torneio internacional no Equador, sede do evento, enfrentava protestos em reação a um conjunto de medidas adotadas pelo governo local. Até a capital do país foi alterada de Quito para Guayaquil e a Libertadores foi suspensa antes mesmo de começarem as partidas.

Apaixonada por esportes, a Londrinense já foi campeã brasileira de ciclismo antes de brilhar dentro dos gramados. Porém, foi o futebol que conquistou o coração da atleta. Crivelari chegou ao Corinthians em 2019 como reforço. Em 2018 se destacou pelo Kindermann onde marcou oito gols em 16 partidas. Além desses clubes, a jogadora já esteve nos elencos de Santos, São Paulo, Foz Cataratas, Gyeongju (Coréia do Sul) e Zhejiang Hangzhou (China).

O Corinthians de 2020 tem nove pontos em quatro jogos e ocupa a quinta colocação do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que devido à pandemia o Paulistão ainda não iniciou e o Brasileirão (assim como todas as competições nacionais) está paralisado sem previsão de retorno.

A Agência Maria Boleira conversou com Crivelari sobre seleção brasileira, olimpíadas e treinos em casa.

Agência Maria Boleira: Com quantos anos começou a ter contato com a bola?

Crivelari: Desde muito pequena sempre jogava futebol na minha cidade (Londrina) e eram momentos de extrema felicidade na minha infância.

Agência Maria Boleira: Como surgiu a paixão pelo futebol?

Crivelari: Falando especificamente do meu início, foi no futsal lá em Londrina até meus 16 anos, quando migrei para o futebol e estou até hoje. Lá se vão mais de 10 anos.

Agência Maria Boleira: Qual foi o jogo mais importante da sua vida?

Crivelari: A final da Libertadores, sem dúvidas. Momento mágico na minha carreira, o título mais importante e ainda com o privilégio de fazer um gol na final.

Agência Maria Boleira: Como foi sua experiência pela seleção de base do Brasil?

Crivelari: Foi muito importante no meu processo de afirmação como atleta profissional. Aprendi muito e me capacitou para as etapas seguintes que passei. Guardo bons momentos daquela época.

Agência Maria Boleira: Como estão os treinos durante o período de pandemia?

Crivelari: Estamos treinando em casa e fazendo videoconferências, com a orientação da nossa comissão diariamente. Porém, infelizmente, ao retornar aos trabalhos, teremos que voltar quase à estaca zero.

Agência Maria Boleira: Qual seu maior objetivo dentro da carreira?

Crivelari: Ser lembrada na seleção principal e poder jogar olimpíadas representando nosso país.

Agência Maria Boleira: Como você se vê sendo inspiração para diversas meninas e mulheres no país e também fora dele, como, por exemplo, no Equador?

Crivelari: Me sinto muito honrada e isso só aumenta nossa responsabilidade no esporte e na sociedade. Fico muito feliz e espero continuar agregando na vida dessas meninas, para que possam conquistar todos seus objetivos.

Agência Maria Boleira: Qual o recado que você dá para as jovens meninas que sonham jogar bola profissionalmente?

Crivelari: Nunca desistam dos seus sonhos e objetivos. Porém, tão importante quanto sonhar, é executar. Lute e persista, pois, nada supera o trabalho árduo do dia a dia.


*Esta reportagem foi por Maria Clara Lino e revisada por Gabriela Andrade. As reproduções deste conteúdo devem indicar que a produção é da Agência Maria Boleira e mencionar os nomes da autora e revisora. 

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