FIFA reafirma investimento no futebol feminino em meio a cenário de crise

Na última quinta-feira (22/4) a Federação Internacional de Futebol (FIFA) afirmou que manterá o investimento de 1 bilhão de dólares no futebol feminino. Esse dinheiro faz parte do fundo de investimento da modalidade, que será revertido para as competições, capacitação, programas de desenvolvimento, governança, liderança, profissionalização e programas técnicos.

“Podemos confirmar que a FIFA está atualmente trabalhando em possibilidades de prestar assistência à comunidade do futebol em todo o mundo, incluindo o futebol feminino, depois de fazer uma avaliação abrangente do impacto financeiro que essa pandemia terá no futebol. O futebol feminino está sendo totalmente considerado como parte desse processo”, afirmou o porta-voz da FIFA.

Esta declaração veio depois que a FIFPro, o sindicato dos jogadores profissionais, emitiu uma nota na semana passada (16/4) expressando sua preocupação com o futebol feminino durante e após a pandemia do novo coronavírus. A Federação colocou que a crise da pandemia atingirá com mais força aqueles que já estavam em situação precária como o futebol feminino, havendo uma ameaça existencial à modalidade. 

A nota lembra que até 2017, ano em que saiu o último relatório da entidade, apenas 18% das jogadoras de futebol tinham contrato profissional e que com a crise econômica mundial que virá após o fim da pandemia, é provável que esse número não cresça e pode ser até reduzido. 

“Mais que nunca temos a responsabilidade como comunidade global do futebol de trabalhar juntos para apoiar a indústria. Se os clubes, campeonatos e seleções começarem a sair da modalidade, talvez essa saída seja para sempre”, afirmou o secretário-geral da FIFPro Jonas Baer-Hoffmann

Nesta semana, outra notícia acendeu o alerta para o esporte: a Organização Mundial da Saúde (OMS) intermediou uma conferência com dirigentes da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA) e sugeriu que o calendário de jogos na Europa só retornasse em 2021, para assegurar o controle da circulação da COVID-19 por mais tempo. 

O calendário Europeu de futebol feminino já havia sofrido uma grande alteração. No início de abril, a UEFA optou por adiar a Eurocopa feminina para 2022. A competição seria em 2021, mas a entidade deu preferência para a Eurocopa masculina, que seria em 2020 e está agora agendada para 2021.


*Esta reportagem foi por Cecília Quevedo e revisada por Thais Nozue. As reproduções deste conteúdo devem indicar que a produção é da Agência Maria Boleira e mencionar os nomes da autora e revisora. 

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