Dos gramados aos hospitais: jogadora e árbitro trocam uniformes por jalecos e atuam no combate ao coronavírus

A poucos dias de completar um mês sem bola nos gramados, temos visto profissionais da área da saúde disputando a partida mais importante de suas vidas: diagnosticar e tratar os infectados pelo novo coronavírus. Em muitos hospitais pelo mundo faltam equipamentos e materiais para essa luta, mas estes profissionais se recusam a deixar o campo livre para o vírus. 

E foi vendo seu país ser dramaticamente atingido pela pandemia que a meia-campista (que atua como atacante) do Betis, Ana Romero Moreno, 32 anos, conhecida com Willy, resolveu trabalhar como voluntária do sistema de saúde da Espanha. Ela ficou conhecida por atuar em times da primeira divisão espanhola, como Barcelona, além do time holandês Ajax.

Ana é formada em medicina e resolveu vestir o jaleco enquanto as competições estão paradas. “Estou muito feliz por poder contribuir com meu grão de areia na luta contra o Covid-19, como parte do nosso sistema de saúde dura dias”, publicou a jogadora em seu Twitter.

A Espanha é o segundo país com maior número de casos confirmados (157.022 até o momento) de coronavírus atrás apenas dos Estados Unidos e o terceiro em número de mortes (15.843 até o momento), atrás apenas da Itália e EUA.

No Brasil, árbitro trocou o apito por termômetros e agulhas

A Agência Maria Boleira vem acompanhando e divulgando as ações dos clubes e atletas que estão engajados na luta contra o coronavírus desde que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) paralisou todos os campeonatos. Com a pandemia a rotina não só das jogadoras, mas como da arbitragem também virou do avesso.

Recentemente a CBF anunciou um auxílio financeiro, teórico, físico e psicológico aos árbitros durante o período de paralisação. Apesar disso, o árbitro mineiro Igor Junio Benevenuto, 39 anos, resolveu deixar a segurança do isolamento em sua casa para atuar na linha de frente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Sete Lagoas. Benevenuto atua no turno da noite, das 19h às 7h.

Em entrevista ao site da CBF, o árbitro contou um pouco da sua rotina com os pacientes. “Eu saio às 7h da manhã da UPA e vou dormir quando chego em casa, para descansar. Acordo por volta das 11h e acompanho os testes online sobre a regra com o ‘Gaciba’ [Leonardo, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF], faço as atividades físicas aqui em casa acompanhando o que os nossos preparadores passam e estou sempre em contato com a Dr. Marta [Magalhães, psicóloga da Comissão de Arbitragem] através das chamadas de vídeo” relata.


*Esta reportagem foi por Tatiani Maciak e revisada por Danielle Mugarte. As reproduções deste conteúdo devem indicar que a produção é da Agência Maria Boleira e mencionar os nomes da autora e revisora. 

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