Árbitra escalada para apitar a Copa do Mundo esperou 17 anos pela oportunidade

Edina Alves está participando do segundo seminário, promovido pela Fifa, de preparação para a equipe de arbitragem que atuará no Mundial, no Catar, que ocorrerá entre os dias 7 de junho e 7 de julho. Apesar de ser a única brasileira escalada como árbitra central, a equipe de arbitragem escolhida para o Mundial ainda conta com as assistentes brasileiras Neuza Back e Tatiana Sacilotti.

Edina, Neuza e Tatiana, junto com as demais árbitras e assistentes convocadas, passam pelo treinamento intenso sobre as novas regras e treinamento com o VAR (Video Assistant Referee), que será usada pela primeira vez no torneio feminino.

A árbitra paranaense acumula experiências em campeonatos nacionais, com atuações no Campeonato Brasileiro, na série D, e em partidas de futebol masculino. Edina tem contribuído para aumentar a visibilidade de uma categoria que ainda não tem o mesmo reconhecimento das atletas e treinadoras.

Em entrevista para RFI Brasil, Edina falou sobre a expectativa de sua participação no Mundial. “Para mim é um sonho, uma coisa inexplicável de falar o que venho sentido. Há 17 anos busco chegar a esse objetivo. Estou me preparando para dar o meu melhor dentro de campo e representar bem nosso país”.

Ela comenta sua percepção sobre o preconceito. “Hoje as pessoas veem com outros olhos o futebol feminino. Nós é que temos que mostrar que merecemos um prestígio maior.” . A árbitra defende que, apesar das diferenças em campo, não deve haver distinção entre homens e mulheres para atuar em partidas de futebol: “Se não houver qualidade, não tem espaço”.

Edina diz não saber quantos e quais jogos irá apitar, mas manifesta seu desejo de ser a representante do país na decisão, no caso de a seleção brasileira não avançar na competição. “Eu vou trabalhar para isso e fazer o meu melhor, mas não sou eu que decido. O que está em minhas mãos é dar o máximo dentro das quatro linhas junto com as minhas assistentes, honrar e fazer um bom trabalho, porque a oportunidade que a gente tem de representar o país e as pessoas que acreditaram em nós e nos deram oportunidade de viver esse sonho e esse momento, a gente deve a eles fazer um excelente trabalho em campo”, conclui

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